A Selecção Nacional jogou ontem contra a Noruega, e, mesmo sem Carlos Queirós no banco e perdendo por uma bola a zero, provou que este tem mão na qualidade da equipa, ou seja, com «piloto automático» a equipa parece, na mesma, ser comandada por ele.
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| Carlos Queirós, o mestre do «piloto automático» e das previsões |
Há por aí muito boa gente a fazer piadas ao «piloto-automático» da Selecção, troçando do seu «comandante», ou «piloto não-automático», mas o certo é que aqui, no Bimbosfera, defenderemos o seleccionador até às últimas consequências, o despenhamento total.
A equipa continua a mostrar que está bem servida de treinador, ou que, pelo menos, Agostinho Oliveira, actual substituto temporário de Queirós e famoso «piloto automático», enquanto decorrem os processos contra si no ADoP, está a tomar bem conta do caso. Não se nota, na generalidade, diferenças de rendimento da equipa, o que por si só joga contra os detratores do actual seleccionador nacional, apesar de suspenso, mas que, à semelhança do passado, deverão ser, como aconteceu em casos anteriores, casos que Queirós previu que íam acontecer, como com
Coentrão, o
Vulcão islandês impronunciável, etc.
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Hugo Almeida, jogador do Wolfsburg, a preparar-se para se colocar na posição
em que a Alemanha perdeu a guerra depois de Eduardo falhar a bola |
Assim sendo, descontando erros individuais, os jogadores batem-se e digladiam-se da mesma forma, com a mesma bravura, com a mesma qualidade de treino, que já faziam antes, e por isso têm que ser saudados, por terem passado ao lado de todo este imbróglio, que já só vai durar mais cerca de 6 meses até acabar a suspensão do principal técnico nacional.
Eduardo, o guarda-redes nacional, depois de ver gorada a sua transferência para o Benfica no final da época passada, tem feito todos os possíveis para ter algum do protagonismo dado a Roberto, guarda-redes espanhol que o Benfica acabou por comprar, sobretudo se pensarmos que não há, de momento, devido à lesão de Coentrão, nenhum jogador encarnado na Selecção de Todos Nós, e, certamente, será para ajudar os adeptos encarnados a ligarem o seu espírito ainda mais à nossa selecção. Eduardo tem tentado, nestes dois jogos, a todo o custo, destituir do pódio dos guarda-redes mais falado o espanhol. E tem conseguido.
A juntar a isto, e provando o que se vai dizendo nas conferências de imprensa antes dos jogos, aquando de Ricardo Carvalho ter dito que Portugal não tinha a obrigação de vencer os dois jogos, o que, concretamente, não fez, vê-se, neste resultado de derrota por uma bola a zero, que as pessoas começam, por fim, a ter noção dos objectivos que se prendem com a principal equipa nacional, e por isso todas as queixas e lamúrias associadas a Queirós são injuriosas e inconsequentes, pois ele deixou a equipa tão bem treinada que até em «piloto automático» ela desempenha com a qualidade já anteriormente reconhecida, e que nos conduziu ao Mundial da África do Sul 2010, tudo o que ele deixou estabelecido para a mesma, quer a eficácia defensiva, quer ofensiva, quer depois deste jogo com a Noruega, quer já mesmo depois do jogo, em casa, com o Chipre, que terminou empatado a quatro bolas.
A Bimbosfera espera apenas que Queirós diga, nas suas famosas previsões, se, apesar de afastado da Selecção por castigo, vê a Selecção a qualificar-se para o Europeu em 2012, para, apesar de ainda cedo, todos sabermos melhor o que fazer nesse verão e marcar, ou não, férias consoante o que seja o resultado previsto.
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Bimbosfera